All Posts By

Estilo

Ensinar aprendendo: a jornada dos 9 elementos

By | Encontros na Estilo

Com Marcelo Cunha Bueno
 
Não ensinamos o que sabemos. Ensinamos o que somos. É o que somos que modifica e transforma as pessoas e o mundo. Então, a revolução na educação começa dentro de cada pessoa. Uma criança precisa de presença, precisa da nossa inteireza para crescer e estabelecer relações fortes de aprendizagem.
O aprendizado começa quando somos capazes de transformar informações em conhecimento, quando estabelecemos sentido ao conhecimento e quando entendemos a importância de usá-lo para mudar o mundo que nos cerca.
Por isso, é chegado o tempo de desenvolvermos consciência própria de aprendizado e das nossas ações educativas com as crianças.
Esse encontro apresenta 9 passos para conectarmos mente, corpo e alma a favor do pensamento, da sua autonomia e capacidade de realização. Aprender é se empoderar da nossa própria condição de vida.

 

 

MILENA MONTEIRO

By | Biografias

Milena Monteiro Almeida Rodrigues dos Santos nasceu no dia 15/07/2001, em São Paulo, SP, Brasil. Tem 22 anos e 2 irmãos, Larisa e Mateus. Renata e Mauricio são os pais dela.
Quando tinha 7 anos, entrou em uma escola de futebol. A Milena sempre gostou de jogar futebol. Já jogou no Centro Olímpico.
Milena levou toda sua família, pela primeira vez, no Estádio do São Paulo e ganhou o jogo.
Milena sofria preconceito por gostar de jogar futebol e o salário de futebol era 10 vezes a menos do que os meninos. Ela persistiu e hoje ela é reconhecida por ser uma mulher negra no futebol.
 
Biografia escrita pelas estudantes e pelos estudantes do 3º Ano Matutino de 2023. Foram respeitadas as hipóteses das crianças.

JAQUELINE DE JESUS

By | Biografias

Jaqueline é biomédica e doutora em patologia humana. Nasceu dia 19/10/1989 em Salvador, na Bahia. Tem 33 anos, o pai era engenheiro e a mãe era enfermeira.
A Jaqueline foi coordenadora da equipe que descobriu a sequência do vírus COVID-19 em apenas dois dias. Quando era adolescente, decidiu ser biomédica e seguiu seu sonho. A primeira pesquisa que Jaqueline fez como biomédica foi do vírus HIV. Em 2020, Jaqueline foi homenageada em assembleia. Na Bahia, ela recebeu mais duas homenagens, do Estúdio Maurício de Sousa, como personagem negra chamada Milena, e também fizeram uma boneca da Jaqueline como Barbie.
É importante ter mulheres na Ciência. Elas podem descobrir tantas coisas como os homens, pois, sem ela, a vacina poderia ser descoberta muito depois, pois ela sequenciou o vírus do Corona Vírus.
 
Biografia escrita pelas estudantes e pelos estudantes do 3º Ano Matutino de 2023. Foram respeitadas as hipóteses das crianças.

BEATRIZ OLIVEIRA DE ARAÚJO

By | Biografias

Beatriz Oliveira de Araújo nasceu em São Paulo, dia 10/09/1997 com deficiência auditiva. Sua mãe se chama Vânia e seu pai se chama Esmeraldino. Tem uma irmã que chama Wendy.
Estudou no Colégio Carlos Drummond de Andrade. Com 11 anos, começou a atuar, inspirada no filme A Princesa e o Sapo. Depois de sair do colégio, entrou na faculdade de Teatro e então virou atriz. Atuou em novela e no filme Escola de Quebrada, que foi o trabalho que ela mais gostou de fazer. Por ser uma atriz com deficiência auditiva, ela fala libras e também gosta de dançar. Não foi fácil conseguir um papel sendo uma mulher negra.
Bia é uma mulher negra que conseguiu um trabalho bom, que ela gosta. Ela está sendo muito importante representando a comunidade surda na televisão.
 
Biografia escrita pelas estudantes e pelos estudantes do 3º Ano Matutino de 2023. Foram respeitadas as hipóteses das crianças.

SARAU

By | Teia Antirracista

Essa noite foi mágica!! Reunimos a comunidade escolar para celebrar a produção literária de mulheres negras!!
“Ficcionalização da memória” e “Escrevivência” são conceitos criados e difundidos por Conceição Evaristo. Ela nos conta que mulheres negras, ao relembrarem suas vivências pessoais ou de seus mais velhos, e trazendo para o mundo essas memórias através de sua produção artística, nos brindam com suas “escrevivências”.
E foi por meio das provocações e dos ensinamentos contidos nas “escrevivências” de poetas e escritoras como Maya Angelou, Elisa Lucinda, Midria, Victória Santa Cruz e a própria Conceição Evaristo, que a atriz e educadora Negra Magda nos guiou em uma conversa franca sobre a situação de pessoas negras no Brasil, especialmente de mulheres negras.
Foi arrebatador!

BIBLIOTECA PARQUE VILLA-LOBOS

By | Rastros

RASTRO DO 3º ANO VESPERTINO À

BIBLIOTECA PARQUE VILLA-LOBOS

 

Suspiros, inquietações, entusiasmos, parcerias e risadas de sobra representaram nossa ida ao Parque Villa-Lobos.
Repletos e repletas de vontades, iniciamos nossa caminhada apreciando os espaços arborizados em pleno céu aberto: cachorros, pessoas, plantas, flores, a própria roda gigante foram exemplos de atenções tomadas pelo Grupo.
Ao chegarmos na Biblioteca Parque Villa-Lobos, nos encantamos com o lindo e arejado espaço composto pela rica variedade de livros, jogos e brinquedos que pudemos conhecer, explorar e apreciar.
No piso superior, tivemos a oportunidade de nos encantar com as fotografias dos ritos e costumes dos povos originários do Alto do Xingu na exposição XINGU: Presente! Nossos e nossas estudantes puderam sentir, por meio de olhares do fotógrafo e jornalista Valdir Zwetsch, os atravessamentos de diferentes tempos que reafirmam a resistência cultural e mitológica dos primeiros habitantes do nosso país.
Depois de desfrutarmos um delicioso lanche, as crianças brincaram ao ar livre em coletivo com bolas de futebol e vôlei, trazidas de suas próprias casas, para celebrarmos nosso Rastro de maneira proveitosa e muito divertida!

MINI RASTROS

By | Rastros

MINI RASTROS DO 2º ANO VESPERTINO

 

Estabelecer conexões com os lugares que habitamos, (re)conhecendo territórios e memórias, é essencial. O valor da experiência é inestimável e proporciona uma aprendizagem muito significativa.
Durante o mês de março, fizemos três Mini Rastros nas redondezas da Estilo, com diferentes propostas e muitas aventuras!
 
Nossa primeira saída foi uma caminhada até a Viela Antônio Mariz para jogarmos boliche. Cada estudante estava com seu caderno de Matemáticas em mãos e os olhos atentos aos detalhes do trajeto. Chegando lá, desenhamos no chão a pista com giz de lousa, organizamos os pinos e a bola feitos com materiais reutilizados e começamos nossa brincadeira. Uma criança por vez jogava a bola e tentava acertar os pinos, anotando, em seguida, a soma dos pontos em seu caderno. Foi bem animado e divertido! Tivemos que mudar de lugar para continuar nosso jogo, então, fomos até a parte oeste da Praça Ministro Olavo Bilac Pinto e lá finalizamos a atividade. Retornamos para a Escola com vontade de jogar um pouco mais!
 
Na semana seguinte, recebemos uma carta da Letrinha, a passarinha que fez parte dos caminhos e histórias deste Grupo no ano passado. Em sua escrita, ela contou que havia um mapa escondido na sala com a indicação do caminho que deveríamos seguir para encontrar um presente deixado por ela, em algum lugar próximo da Estilo, marcado com um “X”. Foi uma bagunça! As crianças desvendaram a charada para procurar o mapa no lugar certo, depois, seguimos as indicações para fazermos nosso segundo Mini Rastro, caminhando até a parte leste da Praça Ministro Olavo Bilac Pinto, procurando o local exato do “tesouro”. Após algumas buscas frustradas, achamos o presente escondido e, rapidamente, abrimos para ver o que era. Uau! Era um incrível livro chamado “Aqualtune e as histórias da África”. Fizemos ali mesmo uma contação de história, lendo o começo do livro. Depois, retornamos pelo mesmo caminho até a Estilo. E a leitura da história do livro continua acontecendo durante nossas aulas, nos encontros do Tema “As histórias que não foram contadas”, conduzido pela professora Keylla.
 
A proposta do terceiro Mini Rastro foi andar até a Praça Alzira Ferraz de Siqueira fazendo um caminho que passa por algumas ruas e várias vielas. Observamos elementos da cidade, casas, plantas, placas, nomes de ruas, pessoas, veículos, entre outras coisas. Ao chegar lá, tiramos uma foto com as artes feitas em sala pelas crianças, formando a palavra “Sampanautas”, depois, fizemos uma roda de conversa com a participação do Elídio, nosso amigo que visita o 2ºV uma vez por semana. Ele convidou todos e todas para o Desafio da Semana: fazer um registro fotográfico individual de algum local da praça escolhido por cada estudante. Enquanto isso, brincadeiras e jogos também aconteciam. As fotografias tiradas pelas crianças ficaram incríveis, compartilhando seus olhares e percepções! Depois, retornamos para a Estilo por um caminho diferente. Esta proposta faz parte do Tema “São Paulo: Histórias que habitamos”, conduzido pelo professor Rex.
 
E assim foi nossa pequena, porém, super “trilogia” dos Mini Rastros. Gratidão a todos e todas que fizeram parte desta grande aventura do 2º Ano Vespertino!
Beijos do Rex e da Keylla

PINACOTECA

By | Rastros

RASTRO DO GRUPO 4 VESPERTINO À PINACOTECA

 

Pensar os traços, formas e cores que nos compõem foi uma das profundas pesquisas que o G4V se debruçou durante o semestre. Para ampliar as nossas vivências de figura humana, fomos conhecer a Pinacoteca de São Paulo. A surpresa dos estudantes e das estudantes ao descobrirem que o museu guarda mais de mil obras foi tamanha que ficaram boquiabertos! A curiosidade acompanhou o Grupo desde o momento em que pisamos no chão do museu até conhecermos os diversos jeitos de representar corpos e histórias tomarem formas e cores.
Muitos encantamentos e poses nasceram no encontro com as pinturas, desenhos e esculturas. Por que esse homem é azul? Olha, ele tem um pezão! Pensamos também sobre o que nos compõe por dentro: esqueleto, músculo, veias e o caminho que o sangue percorre no nosso corpo.
Chegamos de volta à escola com descobertas, mas com uma vontade ainda maior de investigação. Além de nos sentirmos mais grupo do que fomos! Que conquista é a vivência de sair de mãos dadas com os amigos e amigas pela cidade, e que delícia é se conhecer e reconhecer no outro e outra pelo caminho!

PRAÇA DAS CORUJAS

By | Rastros

RASTRO DO 2º ANO MATUTINO À PRAÇA DAS CORUJAS

 

Durante o primeiro semestre, a sala de aula do 2º Ano Matutino inundou de curiosidade, transbordou questionamentos, mergulhou profundamente nas conversas que embalaram nosso estudo SER RIO.
A partir das descobertas que fizemos, tanto do ponto de vista dos caminhos quanto das histórias dos rios que percorrem o Brasil, encontramos muitas transformações. Percebemos, então, que, para compreender de fato o que estava por trás dessas transformações, era preciso deslocar nosso olhar.
Aprendemos com o povo Munduruku, por meio da figura do escritor e ativista indígena Daniel Munduruku, que o respeito e a reverência aos rios passava por um deslocamento de questionamento: abandonamos a pergunta “O QUE é esse rio?” e a transformamos em “QUEM é esse rio?”.
Olhar para o rio enquanto ser, com uma história, um corpo, uma voz, uma emoção.
Eis que chega então o momento de exercitar nossa escuta! Escolhemos um Rastro que nos convida a descobrir, a partir da escuta atenta, a voz de um córrego que foi silenciado, canalizado.
Quem é esse rio? Que voz será que tem?